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sexta-feira, novembro 25, 2011

Homem pré-histórico sabia pescar em águas profundas

Homem pré-histórico sabia pescar em águas profundas

25/11/2011 - às 16h42
Extraído de JB Online

Arqueólogos australianos encontraram evidências de que os humanos pré-históricos que viveram 42.000 anos atrás dominavam a arte da pesca em águas profundas, revelaram estudiosos esta sexta-feira.

Eles também encontraram o anzol mais antigo do mundo, feito de conchas e com antiguidade estimada entre 23.000 e 16.000 anos, durante escavações na caverna Jerimalai, no Timor-Leste.

As descobertas, publicadas na última edição da revista Science, se baseia no trabalho da professora Sue O''Connor, da Universidade Nacional da Austrália.

Segundo a cientista, elas demonstram que o homem pré-histórico tinha habilidades marítimas de alto nível e, portanto, a tecnologia necessária para fazer as travessias marinhas que lhe permitiram chegar à Austrália.

"O local que estudamos possui mais de 38.000 ossos de pescado de 2.843 espécimes de peixes com cerca de 42 mil anos", disse O''Connor, que afirmou que muitos dos espécimes encontrados são de animais de águas profundas.

"O que o sítio do Timor-Leste nos mostrou é que os humanos remotos das ilhas do Sul da Ásia tinham habilidades marítimas impressionantemente avançadas", acrescentou.

"Eram especialistas em apanhar tipos de peixes que seriam difíceis mesmo nos dias de hoje, como o atum. É uma descoberta muito excitante", emendou.

Um anzol também foi encontrado no sítio, mas O''Connor disse ser improvável que tenha sido usado na pesca em águas profundas.

"Nós acreditamos que este seja o exemplo mais remoto conhecido de um anzol de pesca e mostra que nossos ancestrais eram artesãos habilidosos, além de pescadores", afirmou.

"Os anzóis não parecem propícios para a pesca pelágica, mas é possível que outros tipos de anzóis fossem fabricados naquela época", acrescentou.

O que ainda se desconhece é exatamente como este povo antigo conseguia apanhar peixes rápidos e de águas profundas. O atum pode ser pego com redes ou carretilhas, explicou O''Connor.

"Instrumentos simples para reunir os peixes também podem ser usados para atrai-los. Assim, eles podem ser pegos usando redes ou anzóis", explicou.

"De qualquer forma, parece certo que este povo usava tecnologia bem sofisticada e embarcação para pescar além da costa", acrescentou.

Ela disse ainda que as descobertas devem lançar luz sobre como os primeiros habitantes da Austrália chegaram ao continente, com a implicação de que barcos adequados para navegar em alto-mar tenham sido usados para a pesca em águas profundas.

"Sabemos há algum tempo que nossos ancestrais, na Austrália, precisaram ter sido capazes de viajar centenas de quilômetros no mar porque chegaram à Austrália há pelo menos 50.000 anos", disse O''Connor.

"Quando vemos as embarcações que os aborígenes australianos usaram na época do contato com os europeus, no entanto, eram muito simples, como balsas ou canoas", afirmou.

"Assim, como as pessoas chegaram aqui tão cedo sempre foi intrigante. Estas novas descobertas da caverna Jerimalai avançam na solução deste enigma", acrescentou.

Referências de 2011

sábado, novembro 12, 2011

Técnica inovadora extrai água potável da neblina


Comunidades africanas reaproveitam água de neblina contra escassez


02 / 11 / 2011

Comunidades da África do Sul que sofrem com a escassez de água estão utilizando uma técnica inovadora pra obter água potável para o consumo: aproveitam a neblina para extrair litros de água.

Em paisagens montanhosas e com clima úmido, como na cidade Tshiavha, a água da neblina é coletada por um sistema usado nos Andes e no Himalaia. Uma malha é esticada e canos são colocados logo abaixo para que as gotas caiam em um reservatório.


Na cidade sul-africana, as redes foram montadas em escolas e levam um pouco de alívio à região. Com a previsão dos especialistas de que a África Austral ficará mais seca e mais quente nas próximas quatro décadas, estratégias como esta têm atraído novos olhares, enquanto a África do Sul se prepara para sediar a próxima rodada de negociações climáticas da ONU, no final do mês.

Sacia a sede

Montadas em 2007, com a ajuda de uma universidade local, as redes coletoras de neblina garantem até 2.500 litros de água em um dia bom. “A água é limpa e segura, e não contém produtos químicos”, afirmou Lutanyani Malumedzha, diretor da escola fundamental de Tshiavha.

Segundo Malumedzha, o acesso à água limpa melhorou significativamente a saúde das crianças da escola e reduziu o surto de doenças hídricas. “As crianças costumavam levar suas próprias garrafas d’água para a escola, durante os meses secos e quentes. A água, retirada de poços lamacentos, era inadequada ao consumo humano”, disse Malumedzha.

Em algumas áreas, comunidades compartilham a água potável com o gado. Embora a qualidade deste líquido na África do Sul seja considerada uma das melhores do mundo, comunidades rurais estão muito atrasadas quando se trata de água corrente. “Aprendemos a valorizar a água e a tratá-la como uma commodity preciosa”, explicou Malumedza.

“Nenhuma gota é desperdiçada. Parte dela vai para lá”, acrescentou, apontando para uma horta que abastece a escola com alimentos. “Uma alternativa com boa relação custo-benefício” – Malumedza explicou que o [sistema] dispensa equipamentos eletrônicos e requer pouca manutenção.

Alternativa à seca

Como se trata de um país relativamente seco, a água é escassa na África do Sul e áreas remotas sem infraestrutura são as mais afetadas pelas mudanças no padrão climático.

“Esta é uma alternativa com boa relação custo-benefício, que pode ser explorada de forma eficiente, em vista dos desafios hídricos que o país enfrenta”, explicou Liesl Dyson, pesquisadora da Universidade de Pretória.

A província de Limpopo, ao norte, na fronteira com Botsuana, Zimbábue e Moçambique, onde fica o famoso Parque Nacional Kruger, é uma das regiões mais quentes do país. Mas este é um dos poucos lugares do país com um clima propício para a coleta de neblina. “A neblina apenas não é suficiente, também é necessário vento para soprá-la”, explicou Dyson.

Não ajuda muito se a neblina apenas se concentrar nas montanhas, sem se mover”, acrescentou. Segundo ela, o sistema foi usado em algumas áreas na costa oeste e no Transkei, província do leste do Cabo.

De acordo com o Conselho para a Pesquisa Industrial e Científica, a África do Sul tem um índice pluviométrico anual de 490 milímetros, a metade da média mundial. Mesmo sem considerar os efeitos das mudanças climáticas, espera-se que a África do Sul enfrente escassez hídrica em 2025 e há planos de construir uma nova represa em Lesoto para levar mais água ao país.

(Fonte: Globo Natureza)

Extraído de Ambiente Brasil

quarta-feira, maio 18, 2011

Cuba apoia programas agrícolas em Cabo Verde

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Cuba apoia programas agrícolas em Cabo Verde

Da Redação, com Panapress África 21 – DF - 17/05/2011 - 19:15
Praia - Treze especialistas cubanos são esperados em breve em Cabo Verde para apoiar programas agrícolas de desenvolvimento rural e de segurança alimentar.

Esta assistência deverá realizar-se ao abrigo de um acordo tripartido, que acaba de ser assinado, na cidade Praia, entre o Governo cabo-verdiano, Cuba e o Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Os técnicos cubanos vão visitar as ilhas da Brava, do Fogo, de São Nicolau e de Santo Antão, onde, durante 18 meses, irão dar a sua contribuição na implementação dos dois programas.

O embaixador de Cuba em Cabo Verde, Narciso Socorro, considera que “o acordo é uma clara expressão do quanto se pode fazer na cooperação Sul/Sul”.

“É a clara expressão de uma vontade política entre a FAO, Cabo Verde e Cuba”, realçou o diplomata cubano.

Por sua vez, o secretário de Estado cabo-verdiano dos Negócios Estrangeiros, José Luís Rocha, considera o acordo “fundamental” para a realização de um programa de assistência técnica de “grande importância”.

“Cuba tem, ao longo dos últimos anos, apoiado Cabo Verde em vários outros setores, e é uma cooperação que tem sido extremamente útil dentro da substituição de especialistas, que muitas vezes não temos em muitas áreas, e também tem contribuído na formação direta de médicos e outros quadros”, referiu o governante.

As relações de cooperação entre Cuba e Cabo Verde datam de 1976, um anos após a independência deste último, e abrangem sobretudo a área da Saúde, tendo passado pelo arquipélago quase 600 médicos cubanos de praticamente todas as especialidades.

Atualmente, estão no país 36 profissionais cubanos, que trabalham nas diversas estruturas de saúde espalhadas pelas nove ilhas do arquipélago, estando a maior parte colocada nos hospitais centrais da Praia e de São Vicente.

Além dos 36 médicos que trabalham na cooperação, existem no país vários outros médicos cubanos que, no final da sua missão, optaram por fixar residência em Cabo Verde, não regressando a Cuba. Destes desconhece-se o seu total, embora haja muitos casados com cabo-verdianas.

No passado, Cuba também desenvolveu vários programas de cooperação no domínio da educação, com muitos estudantes cabo-verdianos a receberem formação superior em instituições de ensino cubanas.

Extraído de África 21 Digital

sexta-feira, abril 22, 2011

Angola e Brasil celebram convênio para gestão ambiental

Ministério do Ambiente de Angola assina convênio com instituto brasileiro

África 21 - DF
20/04/2011 - 08:00

Numa primeira fase, o acordo permitirá a formação, em dois anos, de 20 técnicos na área da gestão ambiental.

Da Redação, com Angop

Luanda - O Ministério do Ambiente de Angola e o Instituto Tecnológico Ambiental do Paraná (ITAPAR), no Brasil, assinaram terça-feira (19), em Luanda, um convênio para a formação de mestres nas áreas de gestão ambiental.

A cerimônia de assinatura do convênio e o termo aditivo, feito pela assessora da ministra do Ambiente, Joaquina Braz Caitano, e pelo presidente do ITAPAR, Acêf Said, foi testemunhada pela embaixadora do Brasil em Angola, Ana Lucy Gentil Cabral Petersen, além da ministra Fátima Jardim.

Numa primeira fase, o acordo permitirá a formação, em dois anos, de 20 funcionários públicos, selecionados em vários sectores, para melhor corresponderem aos desafios do país, face à importância e pertinência da problemática ambiental.

O convênio e o termo aditivo rubricado, que conta também com a parceria da Fundação Eduardo dos Santos (FESA), estão inseridos nas estratégias das políticas públicas do Governo de Angola no que toca ao seu contributo e responsabilidade na preservação do planeta terra.

A elevação da consciência ambiental sobre a proteção, preservação e conservação do ambiente, através de um conjunto de ações, estudo, investigação e outras medidas necessárias, com vista o alcance do desenvolvimento sustentável são, entre outras, estratégias pretendidas.

Assim, as duas instituições comprometeram-se promover parcerias para o desenvolvimento sustentável e a concretização de ações de formação especializadas em vários domínios do ambiente.

O ITAPAR é uma instituição brasileira de caráter técnico, cientifico e cultural vocacionada, para dentre outras tarefas que constituem o objeto social, a investigação e formação de quadros na área do ambiente.

Na ocasião, a embaixadora do Brasil em Angola, Ana Lucy Petersen, disse ser do interesse do seu país ajudar Angola na formação de quadros nesta área de gestão ambiental.

“A gestão ambiental é um novo ângulo que o Brasil tem o grande interesse de divulgar cada vez mais e este contacto vai permitir a criação de laços de formação das novas gerações e tenho a certeza que os quadros que serão por lá formados obterão conhecimentos que vão beneficiar ambos os povos e as futuras gerações”, referiu.

Fonte: África 21

segunda-feira, março 28, 2011

Ali Farka Touré

Ali Farka Touré

abril 26, 2010, por Som Negro


Ali Ibrahim “Farka” Touré (31 de outubro de 1939 – 7 de março de 2006) foi um cantor e guitarrista maliano, e um dos mais renomados músicos do Continente Africano conhecido internacionalmente. Sua música é amplamente considerada como representando um ponto de intersecção da tradicional música de Mali e seu primo americano do norte, o blues. A crença de que este último é, de fato, historicamente derivado da primeira, reflete-se nas freqüentes citações de Martin Scorsese caracterizando o estilo de Touré como constituindo “o DNA do blues”.

Nascido na aldeia de Kanau, às margens do rio Níger no região noroeste do Mali, sua família mudou-se para a aldeia vizinha de Niafunké quando ele ainda era uma criança, ele foi o décimo filho de sua mãe, mas o único a sobreviver. Em uma biografia sua feita por sua gravadora, Touré teria dado a seguinte explicação para o seu nome: “O nome que me foi dado foi Ali Ibrahim, mas é um costume no Mali, dar um apelido à criança se ela for de uma família em que outras crianças morreram”, meu apelido, “Farka”, foi escolhido por meus pais, quer dizer “burro”, um animal admirado pela sua tenacidade e obstinação”.

Ele era descendente da antiga força militar conhecida como a Arma , e era etnicamente ligado à Songrai ( Songhai ) e Peul, povos do norte do Mali.

Um dos mais bem sucedidos músicos Oeste Africano dos anos 90, Ali Farka Touré foi tantas vezes descrito como “o John Lee Hooker africano”, que eles provavelmente começaram a se irritar, tanto de Touré como Hooker. Há muito de verdade nesta comparação, no entanto, não é exatamente um insulto. O guitarrista, que também tocou outros instrumentos, como cabaça e bongôs, assim como Hooker (e outros bluesmen americanos como Lightnin ‘Hopkins) uma predileção para os vocais de baixa frequência e meios tons, muitas vezes tocando com acompanhamento mínimo.

Touré tinha um estilo mais suave que Hooker. Ele cantou em vários idiomas africanos, e apenas ocasionalmente em inglês. Certa vez ele disse que suas músicas são “sobre educação, trabalho, amor e sociedade”, e se entre ele e Hooker há tantas semelhanças, provavelmente não é pelos ideais transmitidos em suas músicas, mas devido ao fato de ambos terem se inspirado muito nas tradições rítmicas e musicais africanas, herança de muitas gerações.

Touré estava com quase 50 anos, quando ele chamou a atenção da crescente comunidade da World Music no Ocidente através de um auto-intitulado álbum no final dos anos 80. Nos anos seguintes, ele visitou frequentemente na América do Norte e a Europa, e gravou com freqüência, às vezes com contribuições de Taj Mahal e os membros do Chieftains. Em 1990, Touré afastou-se da música para se dedicar inteiramente à sua fazenda de arroz, mas foi convencido por seu produtor a pegar novamente o violão para gravar em 1994 “Talking Timbuktu”, no qual ele foi acompanhado por Ry Cooder. Foi seu trabalho mais bem recebido até aquele momento, o que lhe valeu um Grammy de Melhor Álbum de World Music, mas serviu também para provar que nem todas as colaborações musicais dos países em desenvolvimento têm de diluir os seus elementos não-ocidentais para conseguir uma ampla aceitação. No entanto, Touré afastou-se da música novamente para cuidar de sua fazenda.

Sem gravar nada durante cinco anos, ele finalmente quebrou o silêncio em 1999 com Niafunké, descartando parcerias em favor de um retorno às suas raízes musicais. Então, por mais uma vez, Touré afastou-se dos palcos e estúdios. Em 2005, talvez em parte para manter seu nome familiar para os amantes da música, gravou (pela primeira vez em CD) Red & Green, dois álbuns de gravados no início dos anos 80, vendidos em uma só embalagem como um cd duplo. O CD Heart of the Moon também foi lançado em 2005. Touré morreu a 07 de marco de 2006, de câncer nos ossos, contra o qual ele havia lutado durante anos, porém, ele ainda conseguiu concluir um último álbum antes de morrer. Seu último álbum, foi lançado postumamente Savane, em julho de 2006.

Ele foi classificado como o 76º na lista 100 Greatest Guitarists of All Time (100 Melhores Guitarristas de Todos os Tempos) da revista Rolling Stone.

Savane – The King of the desert blues singers – 2006
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Partial Discography:
  • Ali Farka Toure (Shanachie, CD)
  • Ali Farka Toure 1987 (World Circuit, UK) features 10 all-acoustic songs
  • The River 1989 (World Circuit, UK) guests include Rory Mcleod, Steve Williamson, and Chieftains Sean Keane and Kevin Conneff.
  • The Source 1992 (World Circuit, UK) guests include Taj Mahal, and tabla player Nitin Sawney.
  • Talking Timbuktu 1994 (Hannibal/World Circuit, UK/Rykodisk HNCD-1381) with Ry Cooder, this recording topped many indie charts within days of it's release. A definite must have.
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sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Angola disponibiliza mais três mil bolsas de estudo internas

Executivo angolano disponibiliza mais três mil Bolsas de estudo internas

18-02-2011

Três mil novas bolsas de estudo internas do ensino superior privado e público, foram agora disponibilizadas pela Executivo angolano, anunciou Sexta – feira, 18/02, à RNA, a Direcção geral do Instituto Nacional de Bolsas de Estudo.

O INAB informou que, a distribuição por Província, das bolsas será feita através de cotas.

O pacote é direccionado aos estudantes de engenharia e medicina de todo país, mas Luanda, será a maior beneficiada em termos de cotas, com 540 bolsas internas.

Com estas 3 mil novas bolsas de Estudos internas, elevam-se para 9 mil, o número de bolsas disponibilizadas pelo Executivo angolano, desde 2008.

Segundo dados avançados pelo Director geral do INAB, Jesus Baptista, o valor do investimento do Executivo angolano, está fixado nos Quatro biliões de Kwanzas.


“De acordo com um estudo de viabilidade, estas bolsas estão distribuídas por área de conhecimento, logo, àquelas áreas que terão uma aplicação de conhecimentos técnico, terão um número maior em relação as áreas com conhecimento em ciências sociais”, frisou, em exclusivo à RNA.

Àquele responsável, sublinhou igualmente que as bolsas de estudo disponibilizadas pelo Executivo angolano vieram dar outro impulso a vida académica dos estudantes universitários, por tratar-se de um apoio social, e pontual do Governo.

Quanto ao nível de aproveitamento é muito bom, rondando actualmente aos 91 por cento, com perspectivas de aumentar nos próximos tempos. Até ao momento muitos estudantes universitários já terminaram a sua formação e têm manifestado por escrito ao INAB, os seus agradecimentos pelo apoio do Executivo.

De notar que, na Terça – feira, 22, o INAB, vai reunir-se com todas as Instituições superiores de ensino superior privadas e públicas.

Extraído de RNA-AO
Foto RNA-AO

terça-feira, dezembro 21, 2010

História Geral da África - Coleção em português

8 volumes da edição completa.

Brasília: UNESCO, Secad/MEC, UFSCar, 2010.

Resumo: Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.

Download gratuito (somente na versão em português):

Informações Adicionais:

08-12-2010

História Geral da África

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Em 1964, a UNESCO dava início a uma tarefa sem precedentes: contar a história da África a partir da perspectiva dos próprios africanos. Mostrar ao mundo, por exemplo, que diversas técnicas e tecnologias hoje utilizadas são originárias do continente, bem como provar que a região era constituída por sociedades organizadas, e não por tribos, como se costuma pensar.

Quase 30 anos depois, 350 cientistas coordenados por um comitê formado por 39 especialistas, dois terços deles africanos, completaram o desafio de reconstruir a historiografia africana livre de estereótipos e do olhar estrangeiro. Estavam completas as quase dez mil páginas dos oito volumes da Coleção História Geral da África, editada em inglês, francês e árabe entres as décadas de 1980 e 1990.

Além de apresentar uma visão de dentro do continente, a obra cumpre a função de mostrar à sociedade que a história africana não se resume ao tráfico de escravos e à pobreza. Para disseminar entre a população brasileira esse novo olhar sobre o continente, a UNESCO no Brasil, em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (Secad/MEC) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), viabilizaram a edição completa em português da Coleção, considerada até hoje a principal obra de referência sobre o assunto.

O objetivo da iniciativa é preencher uma lacuna na formação brasileira a respeito do legado do continente para a própria identidade nacional.

Baixar os 8 volumes da Coleção - AQUI

Programa Brasil-África: Histórias Cruzadas


Programa Brasil-África: Histórias Cruzadas

Promover o reconhecimento da importância da interseção da história africana com a brasileira para transformar as relações entre os diversos grupos raciais que convivem no país. Esta é a essência do Programa Brasil-África: Histórias Cruzadas, instituído pela UNESCO no Brasil, a partir da aprovação da Lei 10.639, em 2003, que preconiza o ensino dessas questões nas salas de aulas brasileiras.

Desde então, o processo de implementação da Lei da Educação das Relações Étnico-Raciais nos sistemas de ensino brasileiros vem enfrentando desafios, entre eles a necessidade de desenvolvimento de uma nova cultura escolar e de uma nova prática pedagógica que reconheça as diferenças étnico-raciais resultantes da formação da sociedade brasileira. Para contribuir com esse processo, o programa Brasil-África: Histórias Cruzadas da UNESCO atua em três eixos estratégicos, complementares e fundamentais:

  • 1. Acompanhamento da implementação da Lei
  • 2. Produção e disseminação de informações sobre a história da África e dos afro-brasileiros
  • 3. Assessoramento no desenvolvimento de políticas públicas
O objetivo dessa atuação é identificar pontos críticos, avanços e desafios na implementação da Lei, bem como para cooperar para a formulação de estratégias para a concretização de políticas públicas nesse sentido, além de sistematizar, produzir e disseminar conhecimentos sobre a história e cultura da África e dos afro-brasileiros, subsidiando as mudanças propostas pela legislação.

Para a UNESCO, apoiar a implementação da lei da Educação das Relações Étnico-raciais é uma maneira de valorizar a identidade, a memória e a cultura africana no Brasil – o país que conta com a maior população originária da diáspora africana.

A partir do momento em que as origens africanas na formação da sociedade brasileira forem conhecidase reconhecidas e as trocas entre ambos disseminadas, se abrirão importantes canais para o respeito às diferenças e para a luta contra as distintas formas de discriminação, bem como para o resgate da autoestima e aconstrução da identidade da população. Somados, esses canais contribuirão para o desenvolvimento do país.

Assim, o trabalho com esses tópicos nas escolas e nos sistemas de ensino proposto pela legislação nacional, em última instância, leva os alunos e a sociedade a valorizar o direito à cidadania de cada um dos povos.

Tudo isso encontra uma forte convergência com o trabalho da UNESCO, que atua em todo o mundo declarando que conhecer melhor outras civilizações e culturas permite tanto compreender a segregação e os conflitos raciais como afirmar direitos humanos.

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Brasil financia fábrica para combater a Aids na África

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Brasil financia fábrica para combater a Aids na África

02/12/2010

A fábrica de medicamentos antirretrovirais que o Brasil está financiando em Moçambique vai ajudar os países africanos a combater a Aids. Em implantação, a fábrica até o final de 2011 deverá estar produzindo 250 milhões de comprimidos ao ano. Foi o que adiantou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira, - 01/12/2010 - Dia Mundial de Combate à Aids, acrescentando que os equipamentos já foram comprados e o Brasil vai colaborar, também, no treinamento dos funcionários. A unidade custará US$ 21 milhões.

“O combate à Aids é, ao lado do combate à fome e à miséria, a solução para o nascimento de uma nova África”, apontou Lula. O ministro José Gomes Temporão, da Saúde, declarou que “ao invés de doar alimentos, como fazem os países ricos, estamos ensinando a produzir genéricos”.

60 mil mortes por ano

Hoje, 80% dos recursos financeiros para a aquisição de medicamentos em Moçambique vem de países doadores. Com a fábrica, Moçambique vai adquirir conhecimento da tecnologia na produção pública de medicamentos, reduzindo sua dependência e ampliando a autonomia no setor. Moçambique é um dos dez países do mundo mais afetados pela doença. A Aids provoca 60 mil mortes por ano. O país tem índice de prevalência de 11,5% entre homens e mulheres de 15 a 49 anos de idade. No meio rural, o percentual cai para 9,5%. Mas, nas cidades, chega a 15,9%. No Brasil, por exemplo, o índice é de 0,5%. Hoje, a África tem mais de 22,5 milhões de pessoas contaminadas pelo HIV.


255 mil não sabem

No Brasil, existem atualmente 630 mil infectados e, entre eles, cerca de 255 mil não sabem que são portadores da doença. Por isso, o número de testes de HIV distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) cresce ano a ano. A distribuição de testes quase triplicou passando de 3,3 milhões em 2005 para 8,9 milhões em 2009.

Outra iniciativa que pode facilitar o diagnóstico, foi lançada pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz, também nesta quarta-feira. O novo teste brasileiro, que passará a ser utilizado já em 2011, apresenta o resultado em 25 minutos, enquanto o tradicional leva quase um mês, e têm custo cinco vezes menor para o governo federal.


Falha na prevenção

Entre os desafios do combate à Aids no Brasil, está o atraso no diagnóstico e as falhas na prevenção. Pesquisa do Ministério da Saúde atesta que, entre os jovens, 39% não usam camisinha nas relações sexuais, apesar de reconhecerem que essa é a melhor forma de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Por isso, o governo federal pretende focar – com a nova campanha agora lançada contra o preconceito diante da doença — nos jovens de 15 a 24 anos. Quer alertá-los para os riscos da infecção. É a faixa etária com o maior número de parceiros casuais.

O “Dia Mundial de Luta contra a Aids” foi instituído como forma de despertar a necessidade de prevenção, de promoção do entendimento sobre a pandemia e de incentivar a análise sobre a doença pela sociedade e órgãos públicos. No Brasil, a data começou a ser comemorada no fim dos anos 1980.

Fonte: Brasília Confidencial


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domingo, setembro 19, 2010

Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT-BR) testa ponte estaiada da Argélia

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IPT testa ponte estaiada da Argélia

17/9/2010

Agência FAPESP – Um modelo da Constantine Viaduct, ponte estaiada com 800 metros de extensão que está sendo construída em Constantine, na Argélia, foi submetido a ensaios no túnel de vento do Centro de Metrologia de Fluidos (CMF) do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).


“O principal objetivo dos ensaios no túnel de vento foi o fornecimento dos coeficientes de forças aerodinâmicas e dos deslocamentos induzidos pelo escoamento no tabuleiro da ponte. Eles darão segurança ao projetista na inclusão de elementos que resistirão a determinadas situações”, disse Antonio Pacífico, pesquisador do IPT.

Segundo o instituto, o modelo em escala 1:50 da ponte foi submetido a jatos de ar que reproduziram algumas forças que a futura construção sofrerá, como o vento natural do entorno e turbulência. Isso permitiu as medições de forças e deslocamentos induzidos pelo vento sobre a estrutura.

A Constantine Viaduct será uma ponte de estais, terá um vão livre de 245 metros e seu tabuleiro será sustentado por mastros de 60 metros de altura. Ela estará localizada em uma região sujeita a abalos sísmicos.

Esse é o segundo trabalho que o IPT realiza para a cidade africana. Em 2008, técnicos do Centro de Tecnologia de Obras de Infraestrutura (CT-Obras) fizeram uma avaliação da ponte Sid Rached.



Mais informações: www.ipt.br
Extraído de Agência FAPESP
Croqui por Revista Techne

segunda-feira, setembro 13, 2010

UFRGS instalar pólo de estudos de desenvolvimento rural, em Cabo Verde

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UFRGS vai instalar em Cabo Verde um pólo de estudos de desenvolvimento rural

O pólo vai permitir que professores e alunos da UFRGS acompanhem e orientem os agricultores cabo-verdianos.

Da Redação

Brasília - A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Brasil, vai instalar em Cabo Verde um pólo de estudos de desenvolvimento rural. O anúncio desta iniciativa aconteceu durante a visita do ministro da Agricultura brasileiro, Guilherme Cassel, às instalações da Universidade.

Este pólo resulta de um convênio assinado pelo ministro Guilherme Cassel e o reitor Carlos Alexandre Netto, no sentido de criar um programa de pós graduação em desenvolvimento rural e um programa de capacitação para técnicos e gestores em Cabo Verde.

O ministro Cassel ressaltou que “esta parceria vai permitir a avaliação e a correção de rumo na aplicação de políticas públicas, conforme as necessidades das comunidades rurais do Brasil e agora das comunidades africanas.”

O pólo de estudos de desenvolvimento rural vai permitir que professores e alunos da UFRGS acompanhem e orientem os agricultores cabo-verdianos. Oferecer ’know how’ e definir políticas públicas, num intercâmbio para difundir conhecimentos e experiências para o fortalecimento da agricultura familiar com Cabo Verde são os objetivos desta parceria.

As informações são do site ASemana.

Extraído de África 21
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União Africana recompensa cientistas africanos

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UA recompensa cientistas africanos

Addis Abeba, Etiópia (PANA) - A União Africana (UA) identificou cinco cientistas africanos para lhes entregar prêmios de excelência pelas suas realizações na área das ciências, indicou a Comissão da UA num comunicado.

Os cientistas deverão receber os prêmios a 9 de Setembro (2010) na sede da Comissão da UA, em Addis-Abeba, na Etiópia, de acordo com a fonte.

A cerimônia de entrega dos prêmios às mulheres cientistas da UA coincidirá com o Dia da UA, celebrado a cada 9 de Setembro em todo o continente negro.

A Comissão da UA comprometeu-se a apoiar a divulgação da ciência e da tecnologia junto dos cidadãos africanos, recompensando as suas realizações, nomeadamente iniciativas destinadas à transformação da pesquisa científica num desenvolvimento sustentável.

A Comissão da UA lançou o prestigioso programa de prêmios científicos em 2008, graças ao apoio dos parceiros no desenvolvimento.

O programa é executado para jovens pesquisadores a nível nacional, para mulheres cientistas a nível regional e para todos os cientistas a nível continental, lê-se no comunicado.

O programa de prêmios regional tem como objetivo incentivar as mulheres africanas a interessarem-se pela ciência.

Fonte PanaPress

recebido de Geledés

A fórmula de Albert Einstein "E=mc2" em frente ao Berlin's Altes Museum, em 2006
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quarta-feira, setembro 08, 2010

Pelas tradições arquitetônicas africanas

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Francis Diébédo Kéré: "As grandes tradições arquitetônicas africanas não são valorizadas e ensinadas".

Franck Houndégla entrevista Francis Diébédo Kéré

O domínio da arquitetura contemporânea é provavelmente aquele cujos autores e criações são os menos conhecidos no continente africano e no mundo. Jovens arquitetos como Francis Diébédo Kéré ou a "estrela" David Adjaye (1) tem sido reconhecidos nos últimos anos, em nível internacional, por arquiteturas inovadoras e rigorosas no plano formal, técnica e ambiental.
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Francis Diébédo Kéré: “Les grandes traditions architecturales africaines ne sont pas valorisées et enseignées". entretien de Franck Houndégla avec Francis Diébédo Kéré

Le domaine de l'architecture contemporaine est probablement celui dont les auteurs et les créations sont les plus méconnus sur le continent africain et au-delà.

De jeunes architectes comme Francis Diébédo Kéré ou la “star” David Adjaye se sont fait remarquer ces dernières années au niveau international par des architectures innovantes et exigeantes sur les plans formel, technique et environnemental.
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Domus, la célèbre revue italienne d'architecture et de design, affichait sur la couverture de son numéro 927 de juillet-août 2010, le visage de Francis Diébédo Kéré. Ce signe confirmait la reconnaissance internationale du travail de ce jeune architecte burkinabé.

Natif de Gando dans la province du Boulgou, Francis Diébédo Kéré fait partie de cette génération d'architectes africains qui exercent au sein de plusieurs mondes culturels, plusieurs géographies. Son parcours l'a mené du Burkina Faso, où il a grandi et fut charpentier, à l'Allemagne où il est devenu architecte.

Aujourd'hui, depuis son agence installée à Berlin qui réunit huit personnes, il construit non seulement au Burkina mais en Suisse, au Mali, en Chine, au Togo ou en Espagne. Il collabore actuellement avec le metteur en scène Christoph Schlingensief au projet Festspielhaus Afrika. Une salle d'opéra qui sera construite dans un pays d'Afrique. Il prépare également la livraison du Parc National du Mali à Bamako (voisin du Musée National du Mali).

En 2004, Francis Kéré a reçu le prestigieux Prix Aga Khan d'architecture pour l'école de Gando au Burkina Faso, prix instauré par Karim Aga Khan en 1977 pour récompenser l'excellence en architecture dans les sociétés musulmanes.

Il a également été lauréat de prix tels que le “Zumtobel Award for sustainable Architecture”, le “BSI Swiss Architectural Award” ou le “Global Award for Sustainable Architecture 2009”. En 2007 il est fait chevalier de l'ordre national du Burkina Faso 2007 pour l'extension de Gando, et enseigne désormais à la Technische Universität Berlin.

Son travail sera présenté dans le cadre de l'exposition “Small Scale, Big Change: New Architectures of Social Engagement” qui se tiendra au Museum of Modern Art - MOMA (New York) du 3 octobre 2010 au 3 Janvier 2011. Rencontre.

Pouvez-vous nous raconter l'histoire du projet de l'école de Gando (Burkina Faso) dont le bâtiment fut récompensé en 2004 par le prix Aga Khan ?

À l'origine se trouve l'association “Schulbausteine für Gando” (Les briques pour l'école de Gando) fondée avec des membres de ma famille à Gando et des personnes du village dans le but de construire une école sur place. Ce projet que j'ai porté à travers mon travail d'étudiant a reçu le prix Aga Khan d'architecture quelques mois après ma sortie de l'école d'architecture. Ce projet a pu voir le jour car il avait une assise locale. Il s'appuie sur l'engagement de la famille et de la population du village.

Pourquoi avez-vous choisi de vous installer en Allemagne ?

Lorsque j'étais charpentier au Burkina Faso, j'ai obtenu une bourse d'études d'une fondation destinée à favoriser les échanges entre l'Allemagne et les pays dits en voie de développement. C'est comme cela que s'est fait ce lien avec l'Allemagne.

Basé à Berlin, vous développez des projets d'architecture en Europe, Afrique ou en Asie. Comment vous organisez-vous au quotidien pour suivre ces différents projets ? Avec quelle structure ?

Aujourd'hui je travaille avec une équipe de base de huit personnes, avec lesquelles je partage une même approche de l'architecture. Cette équipe peut s'agrandir par des collaborations selon les projets.

Quelle est votre vision de l'urbanisme et de l'architecture des villes africaines que vous connaissez ? Pouvez-vous donner des exemples ?

Je regrette qu'il y ait en Afrique si peu de débats aujourd'hui sur la place de l'architecture et des architectes dans la fabrication du cadre de vie et l'aménagement du territoire. Notre rôle n'est pas seulement architectural ou urbain mais aussi politique. Les villes africaines que je connais montrent rarement une véritable personnalité architecturale contemporaine. On a le sentiment que la qualité et les savoirs faire que l'on voit dans l'architecture “vernaculaire savante”, dans l'architecture coloniale puis dans l'architecture moderniste des années 50 à 70 se sont perdus. Depuis les années 80, il y a peu de propositions satisfaisantes des points de vue culturel, esthétique et constructif.

Sous la pression économique, on veut construire trop vite. Le béton n'a plus le temps de bien “prendre” et les maisons s'écroulent. Pourquoi ? Ceux qui dessinent et ceux qui construisent ne sont parfois pas qualifiés.

D'autre part, les Africains doivent accepter leurs propres origines. Partout sur terre, on rencontre un art de bâtir. Les grandes traditions architecturales africaines ne sont pas valorisées et enseignées. Les savoirs-faire locaux se perdent par manque de documentation. On pense qu'ils ne sont pas innovants, mais aujourd'hui la construction en terre est considérée à nouveau comme source d'innovation dans le monde entier.

Il y a aussi un manque de dialogue entre les nombreux architectes du continent, dû à la peur du débat, à la barrière de la langue et aux distances.

Pour résumer c'est un problème de formation, d'information et d'échanges d'idées.

Pourquoi y a-t-il une telle méconnaissance internationale du fait urbain en Afrique ?

Je vais paraître dur mais pour moi, dans ce que je connais de l'Afrique, on rencontre trop de mauvaises copies des façons de construire en Occident.

La ville africaine n'existe pas dans les médias car ils préfèrent parler de l'original que de la copie. Souvent ces villes n'ont aucun ou n'ont plus de caractère propre contrairement à des villes comme New York mais aussi comme Djénné, qui est une ville africaine très connue. Il faudrait que les identités de villes correspondent à la façon de vivre des gens, à la notion de plaisir urbain…

On regarde de haut les bidonvilles et les quartiers non-lotis. Mais ces quartiers qui recèlent des inventions deviendraient “de la ville” grâce des infrastructures basiques. Mais comme on n'a pas la capacité technique de redessiner et équiper ces quartiers, ils restent en l'état. Il ne s'agit pas de créer des Champs-Élysées partout mais de faire avec le contexte.

A Ouagadougou, il faut arrêter les lotissements basés sur le modèle européen qui s'appuie sur une culture industrielle à même de produire les infrastructures nécessaires. En Afrique, chacun veut un terrain mais comme les infrastructures qui vont avec ne viennent pas, on détruit la nature et les champs. Au Burkina, les gens vivent au-dehors, ils ne vivent pas verticalement comme en Europe. La cuisine est dans la cour. Les maisons à étages et les immeubles d'habitation ne correspondent pas au mode de vie et à la culture de l'espace.

Les architectes ont une responsabilité dans le développement des modèles architecturaux. Face à la faiblesse de l'économie et au manque de volonté des commanditaires, qui ne veulent se donner les moyens de la qualité, les architectes doivent montrer qu'ils ne sont pas uniquement des techniciens, sinon on les remplace par des ingénieurs ou par des maçons. C'est ce qui se passe aujourd'hui.

En tant qu'architecte qui développe des projets de haut niveau, comment envisagez-vous la transmission de votre vision, de votre expérience et de votre métier, notamment sur le continent ?

Comment se fait la transmission d'un savoir ? Il y a nécessité de créer des structures d'apprentissage, de recherche et de diffusion. Je travaille à la mise en place de centres de ce type au Burkina. Il faut documenter les expériences et les publier. Nous devons former des jeunes aux cultures constructives, former des maçons avec des compétences supérieures capables de travailler dans différentes régions. Ils seront certes plus chers que les autres, mais travailleront dans des créneaux d'excellence.

Pour poursuivre cette réflexion: comment voyez-vous la réussite internationale d'architectes comme David Adjaye (1) ou vous-même ? Les réussites semblent avant tout individuelles. Pensez-vous que l'on puisse “réussir” collectivement en Afrique et dans la diaspora ?

En terme de “réussite” tout est relatif et fragile. Malheureusement la réussite de la diaspora est avant tout individuelle. Il faut certes partir de soi, de ses capacités, mais cette façon individuelle de “réussir” peut aussi stimuler d'autres gens ou d'autres groupes. L'important est à terme d'arriver à monter des projets collectifs. Il faut tenter, faire des propositions, expérimenter. C'est comme cela que l'on développera la qualité de l'architecture.

(1) Architecte d'origine ghanéenne, né en Tanzanie, David Adjaye a été choisi par Barack Obama pour bâtir le Museum of African American History and Culture au pied de la Maison-Blanche
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Pour connaître le travail et l'actualité de Francis Diébédo Kéré:
http://www.kere-architecture.com

Exposition “Small Scale, Big Change: New Architectures of Social Engagement
Museum of Modern Art - MOMA (New York)
3 octobre 2010 - 3 Janvier 2011
MOMA

A consulter:
Festspielhaus Afrika

A lire (revues d'architecture, design, paysage):
Domus - n° 927, juillet-août 2009
L'Architecture d'Aujourd'hui - n° 374, octobre 2010
Icon Magazine - n°84, juin 2010
Arqa - n° 78-79, mars-avril 2010
Topos - n° 70, 2010
Lotus - n° 140, 2009-2010

Estraído de Africultures

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terça-feira, agosto 31, 2010

Unesp assina acordo com universidades africanas


Unesp assina acordo com universidades africanas

24/8/2010

Agência FAPESP – A Universidade Estadual Paulista (Unesp) assinou um acordo de cooperação com cinco universidades africanas de língua portuguesa.

O objetivo do acordo, assinado na semana passada no encerramento do Seminário Brasil-África, é estimular o intercâmbio acadêmico, científico e técnico com universidades lusófonas.

Segundo a Unesp, o acordo envolve parcerias com as universidades Agostinho Neto (Angola), Lusófona de Cabo Verde, Lusófona da Guiné (Guiné Bissau) e Eduardo Mondlane e Universidade Pedagógica (as duas de Moçambique).

A concessão de bolsas de estudo para dois alunos de graduação de cada universidade africana por semestre foi uma das medidas anunciadas. Os acordos preveem ainda o intercâmbio de professores e estudantes, o desenvolvimento de projetos de pesquisa conjunta e a realização de eventos científicos.

Outras propostas incluem o reforço da capacitação do corpo docente e de servidores, colaboração na área de saúde com a realização de cursos de formação e treinamento a distância para profissionais da área, intercâmbios na área de empreendedorismo e inovação, promoção de estágios de curta duração e apoio a programas de pós-graduação das universidades envolvidas.

Mais informações: www.unesp.br

Extraído de Agência FAPESP
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terça-feira, junho 01, 2010

O que os Massai já sabiam...

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Nomades Massai gozam de muito boa saúde

17 de maio de 2010

Nutricionistas da Universidade de Jena (Alemanha) analisaram a dieta dos Massai

Viajantes que espalharam a imagem
da sede de sangue dos Massai
estavam completamente errados.


O corpo humano é um verdadeiro milagre. Foi o que descobriu a cientista Nadja Knoll nas provas que conseguiu sobre o povo nômade Massai, no Quênia, África Oriental. Para comprovar sua tese, o nutricionista da Universidade Friedrich Schiller, de Jena (Alemanha), analisou a dieta de uma tribo nômade do Distrito Kajiado. Os resultados surpreendentes do estudo mostram que os Massai estão em bom estado de saúde, apesar de uma dieta aparentemente pobre.

As pesquisas de sangue mostraram que existe um elevado teor de ácidos graxos ômega-3 saudáveis nas membranas de eritrócitos, as paredes celulares das células vermelhas do sangue, mesmo que esses elementos não sejam ingeridos. "Nós ficamos surpreendidos com estes resultados. Eles são a prova da enorme capacidade de adaptação do organismo humano", diz o Dr. Gerhard Jahreis do Departamento de Fisiologia da Nutrição, sob cuja orientação foi realizado o estudo.

No entanto, outro achado surpreendente foi o resultado do trabalho de campo na África. O estudo de Nadja Knoll mostra que o que se pensava sobre os padrões tradicionais da dieta Massai está errado. Viajantes na África como Gustav Adolf Fischer (1848-1886) e o inglês Joseph Thomson (1858-1895) espalharam a imagem de sede de sangue dos Massai. De acordo com seus relatórios os pastores consomem principalmente carne, leite e sangue. Uma percentagem particularmente elevada de leite fermentado - uma espécie de iogurte - também foi informada como parte de sua dieta. Os achados e Nadja Knoll pintam um quadro muito diferente. A cientista da Universidade de Jena descobriu que os Massai têm um leite com chá muito açucarado no café da manhã. Alguns Massai comer um tipo de "mingau" pela manhã, uma mistura líquida de fubá, água, leite e açúcar.

(continua... em inglês)



Nomad People Baffle with Good Health in Spite of Malnourishment

17.05.2010

Nutritionists of Jena University (Germany) Analyze the Diet of the Maasai

The human body is a true miracle. For that Nadja Knoll found new proof in the nomad people of the Maasai in Kenya in Eastern Africa. For her thesis the nutritionist from the Friedrich Schiller University Jena (Germany) analyzed the diet of a nomadic tribe in the Kajiado District. The surprising results of the field study show that the Maasai are in a good health status in spite of a one-sided and poor diet.

The blood investigations showed that there is a high content of healthy omega-3 fatty acids in their erythrocyte membranes, the cell walls of the red blood cells, even though they are not ingested. “We were surprised by these results. They are proof for the enormous adaptability of the human organism”, says Prof. Dr. Gerhard Jahreis of the Department of Nutritional Physiology, under whose guidance the study was conducted.

Yet another finding was the outcome of the fieldwork in Africa. Nadja Knoll´s study shows that the traditional story patterns about the Maasai diet are wrong. Travelers in Africa like Gustav Adolf Fischer (1848-1886) and the Englishman Joseph Thomson (1858-1895) spread the image of the blood thirsty Maasai. According to their reports the herdsmen consume mainly meat, milk and blood. A particularly high percentage of fermented milk – a kind of yoghurt – was also said to be part of their diet. Nadja Knoll´s findings paint a very different picture. The scientist of Jena University discovered that the Maasai have strongly sweetened milk tea for breakfast. Some Maasai eat a kind of “porridge” in the morning, a liquid mixture of cormeal, water, some milk and sugar.

For lunch there will be milk and “Ugali”, a kind of polenta being made from cormeal and water. “Dinner is similar to lunch”, says Knoll who points out that she did her field study at the end of the dry season. There may be slightly different results in the – remarkably shorter – rainy season, because then the Maasai livestock produces more milk. This milk will then ferment in calabashes. The outcome of the fermenting process will be a yoghurt-like drink that might have pro-biotic benefits.

It is clear though that meat features only rarely on the Maasai menu. The main part - more than 50 percent - consists of vegetarian food. The preferred meat is that of sheep and goats, whereas the meat of traditional Zebu cattle is only rarely eaten. “A cow will only be slaughtered for ritual festivities by the Maasai”, says Knoll.

Knoll conducted her study together with colleagues of the Jomo Kenyatta University of Agriculture and Technology of Juja/Nairobi (Kenia). Before the fieldwork could begin an ethics commission had to give their approval. Given the high HIV rate in the country especially the planned blood tests were questioned.

The achievements of the Jena nutritionists will be published in an international, renowned scientific journal.

Contact:
Nadja Knoll/Prof. Dr. Gerhard Jahreis
Institute of Nutrition of the Friedrich Schiller University Jena
Dornburger Straße 24
D-07743 Jena
Phone: +49 (0)3641 / 949610
Mail: nadja_knoll[at]gmx.de / b6jage[at]uni-jena.de

Stephan Laudien | Source: Informationsdienst Wissenschaft
Further information: www.uni-jena.de

Original article here

Photo/Foto
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quinta-feira, abril 22, 2010

Continente africano e investimentos internacionais

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O continente africano, principal atração dos investimentos internacionais, inclusive brasileiros

por Arnaldo José da Luz* & Fábio dos Reis Garczarek**
22/04/2010

A crise econômica mundial tem acentuado a disposição de replanejamento no mercado de investimentos internacionais, especialmente nos países em desenvolvimento. Nesse contexto, a África se destaca como uma nova fronteira e também como um desafio para os demais países em desenvolvimento.

Os investimentos nos países africanos se fazem, de maneira geral, no setor das commodities. Entretanto, áreas como tecnologia da informação e infraestrutura têm ganhado cada vez mais relevância. Tais transformações só foram possíveis através das políticas locais de suporte a empresas estrangeiras, como a criação de Agências de Fomento a Investimentos financeiros e de gestão corporativa. Essas agências contribuíram e investiram em setores que impulsionam toda a economia do continente Africano, bem como políticas de aprimoramento da imagem dos países africanos frente aos investidores.

Alguns países africanos receberam maior destaque nos últimos anos. Gana foi apontado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um dos países que mais atuou na redução das assimetrias sociais, obteve uma grande cooperação econômica. Em 2005, o país fecha acordo com organismos multilaterais e obtém o cancelamento de sua divida externa. Em 2006, o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao anuncia o empréstimo de 66 milhões de dólares para projetos na área de telecomunicações em Gana. Em 2007, o Banco Mundial aprova ajuda econômica de 110 milhões de dólares para esta nação africana. Em março de 2008, o país recebe milhões de dólares para investimento em agricultura sustentável, e ainda e o presidente ganês Kufuor e Luiz Inácio Silva Lula da Silva, do Brasil, inauguraram sede da Empresa (Embrapa), em Acra, e assinam acordo para a produção de biocombustível e petróleo, sendo grandes transformações e avanço, rumo ao desenvolvimento social, político e econômico do continente africano.

Por sua vez, um estudo do Banco Mundial, publicado em 11 de maio de 2009, destacou o desempenho de Botsuana em termos de investimentos. Mesmo no contexto da crise, o país aumentou em 140% sua pontuação em relação ao estudo anterior, o que indica o sucesso dos mecanismos domésticos de promoção aos investimentos. Caracteriza também sua influencia, quando em março de 2008, Botsuana extrai de suas minas 30% de todos os diamantes do mundo. Devido à quantidade dessas riquezas em seu território, Botsuana cria sua própria empresa para o processamento e comercialização de diamantes, a Diamond Trading Company of Botswana, em associação com a companhia sul-africana De Beers, sendo considerada uma gigante no setor, fazendo com que a economia obtivesse uma nova dinâmica para o país.

Devemos ainda destacar a África do Sul, principal país produtor mundial de ouro e um dos lideres da extração de diamantes. Na economia, a agricultura de subsistência convive com uma moderna atividade industrial e mineral, que proporciona a esta nação ter o maior Produto Interno Bruto (PIB) do continente, dona da metade da produção industrial africana. A África do Sul se prepara para receber a copa do mundo, pela primeira vez na história, um país africano sediará uma Copa do Mundo de futebol em 2010. O orçamento estimado é de 2 bilhões de dólares. Diferentemente do que em geral ocorre, a iniciativa privada bancará apenas 20% do investimento, cabendo ao governo arcar com a maior parte. A um custo de 1,1 bilhão de dólares, cinco estádios foram construídos e outros cinco passam por reformas. O restante do orçamento será destinado a obras de melhoria na infraestrutura das cidades onde haverá jogos.

Existem sérios problemas em setores de energia e transportes. O alto índice de criminalidade em cidades como Johanesburgo, agravado com a onda de violência aos imigrantes, em maio de 2008, é outro motivo de preocupação. Para combater a violência, o governo promete aumentar em 20% o contingente policial até esse ano. Os sul-africanos seguem esperançosos em receber um grande retorno, investimentos estrangeiros nas mais diversas áreas, durante e após os jogos da copa.

A Ásia certamente foi o continente que realizou aportes mais significativos na África durante e última década. Em 2004, a Índia manteve relações próximas com a África registrando incremento comercial de 32,34% com o continente. Em 2003, criou um programa de fomento ao intercâmbio bilateral denominado “Focus: África” e, em 2008, celebrou um Tratado Comercial Preferencial com os países da União Aduaneira da África Austral (SACU, sigla em inglês).

De acordo com analistas internacionais, o principal interesse da Índia na África é obter fontes suplementares de energia para sua economia, em constante crescimento. Por sua vez, o país asiático pode oferecer tecnologia a baixo custo para a produção de medicamentos e financiamento para projetos locais, como a linha de crédito de US$ 640 milhões concedida para a indústria açucareira da Etiópia. Por sua vez, a China tem buscado ampliar suas parcerias no continente por meio de investimentos diretos e tratados comerciais indo assim ao encontro dos interesses chineses de parcerias com os países em desenvolvimento. Ao todo são mais de 40 tratados e 22 acordos de financiamento. Para gerenciar os programas de fomento, o governo chinês criou a Agência de Desenvolvimento Sino-Africano, a qual deverá receber ainda neste ano US$ 2 bilhões oriundos do Banco de Desenvolvimento da China.

Os projetos beneficiados enquadram-se em diversas áreas, tais como: agricultura cujos principais países destinatários são: Etiópia, Malaui e Moçambique e na indústria, onde são beneficiados: Egito, Gana, Ilhas Maurício, Nigéria e Zimbábue, sendo que para este último estão previstos investimentos de pelo menos US$ 143 milhões para construção de uma usina de geração de energia na cidade de Kpone, se caracterizando interesses chineses nas áreas naturais e sobre o subsolo do continente africano.

A princípio, concentrados na Comunidade dos Estados Independentes (CEI), os investimentos russos têm sido redirecionados, desde década de 1990, em vista das perspectivas de crescimento econômico e acesso a mercados na África. A Alrosa, empresa estatal russa de mineração, estabeleceu-se em Angola, em 2007, ao passo que grandes metalúrgicas e petrolíferas paulatinamente têm adquirido parcelas significativas no mercado africano. De forma ilustrativa, a petrolífera Sintezneftegas adquiriu 70% do mercado namíbio, sendo assim como a Federação Russa, o Brasil percorre a estrada africana na atração de investimentos diretos brasileiros. A Namíbia deverá obter um considerável crescimento no ano de 2010, de acordo com o relatório do Banco Internacional de Desenvolvimento (BIRD), é o país que mais tem a presença de empresas brasileiras.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinou, este ano, uma linha de crédito de US$ 1,75 bilhões para investimentos em Angola. O Programa de Financiamento às Exportações (PROEX) destinou outros US$ 300 milhões. Com isso, são US$ 2,05 bilhões. Mas há, no mínimo, o dobro desse valor em recursos próprios das empresas. Isso significa que são cerca de US$ 4 bilhões de investimentos brasileiros circulando por grandes obras, clínicas e até shopping centers construídos, além das empresas do setor extrativista, instituições financeiras e empresas de telecomunicações também têm sido atraídas para Angola e o continente como um todo.

A aproximação com o continente africano é um dos mais acertados desdobramentos recentes da política externa brasileira, uma vez que pode parecer paradoxal um país em desenvolvimento como o Brasil desenvolver seus esforços diplomáticos em parceiros pobres, com relativamente pouca influencia no contexto geopolítico global e com peso ainda baixo na balança comercial brasileira. Mas, analisar uma estratégia dos movimentos de internacionalização de empresas brasileiras quanto de algumas tendências políticas e econômicas aceleradas pelo aprofundamento da globalização.

O continente Africano é um dos territórios naturalmente adequados a investimentos em setores em que empresas brasileiras já são extraordinariamente competitivas. O continente é marcado por regimes instáveis, conflitos armados e outras formas de violência, problemas sanitários significativos, e imensa pobreza. Mas, é também uma das poucas fronteiras naturais ainda abertas para a expansão de negócios em setores como petróleo, gás e mineração.


A África, continente extenso e rico em diversos recursos, também é o palco de uma disputa em escala global por acesso às matérias-primas, cada vez mais escassas e demandadas, especialmente devido à ascensão econômica da China. Empresas chinesas e de outras origens estão se posicionando de forma muito agressiva na região, buscando garantir o acesso estável e seguro a fontes de recursos naturais. Não participar desses movimentos estratégicos pode colocar empresas brasileiras, particularmente as já muito competitivas de setores extrativos e de serviços, à mercê da desestabilização de suas condições de inserção competitiva no mercado mundial.

Com relação ainda aos investimentos brasileiros na ascensão de exportação a partir do território nacional o Ministério Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) vem adquirindo relevância crescente na prospecção de novos mercados para os produtos brasileiros. Exemplo disso é a reprodução de missões empresariais sob coordenação do Ministério. Particularmente na África, tais iniciativas são relevantes, sobretudo, do ponto de vista de conscientização do empresariado brasileiro, que está percebendo a potencialidade do continente além-mar. Empresas como Odebrecht, Camargo Correa, Andrade Gutierrez, Petrobrás e Vale do Rio Doce, Marcopolo que já fabrica seus ônibus na África do Sul e agora vai investir US$ 50 milhões em nova unidade no Egito, já se estabeleceram na África ou atuam por meio de joint-ventures e parcerias. Mais recentemente, empresas brasileiras do setor de tecnologia da informação instalaram-se na África para produção e comercialização no mercado local.

Parece haver a expectativa, no empresariado, de que a redução da cavidade de conhecimentos técnicos sobre a África ocorra mediante planejamento prévio e canais de comunicação com potenciais investidores. Tais medidas, associadas a políticas de desenvolvimento, oferecem, no médio e em longo prazo, condições propícias para o fortalecimento das relações comerciais Brasil-África, sendo fundamental para o Brasil realizar investimentos na economia africana, de acordo com relatório do Banco Mundial, deve crescer 6,3% em 2010, ou seja, acima da meta traçada para o Brasil, que varia de 4% a 5%.

Atualmente, estão em negociação contratos envolvendo empresas do setor de infraestrutura e mineração, os que sugerem um provável aumento no intercâmbio de mercadorias, bem como para a intensificação do fluxo de investimentos estrangeiros diretos em direção à África. Isso poderá beneficiar não somente empresas que optem por se instalar no território, mas também exportadores brasileiros, que assistiram, nos últimos sete anos, à triplicação do número de remessas para o continente africano.

Contudo, a África é um continente que está deixando de ficar no esquecimento pela economia globalizada, que viveu à margem do mundo multipolar, e hoje, num mundo marcado pela hegemonia norte-americana e pelo discurso neoliberal, a África inaugura um terceiro modelo político-econômico que, transcendendo o nacionalismo socializante e os projetos de democracia liberal de base capitalista, fundiu o autoritarismo com o liberalismo econômico e a integração do continente na globalização.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, Manuel C. de. O Brasil e a África. São Paulo: Contexto, 1991.
CIVITA. Roberto. Almanaque Abril. São Paulo: Editora Abril. S.A, 35° edição, 2009.
“África na fronteira dos investimentos internacionais”. Disponível em: ICTSD. Acesso em 26 de janeiro de 2010.
Disponível em: Tocolando Regiões da África. Acesso em: 02 de Abril de 2010.
Disponível em: Ministério das Relacões Exteriores - MRE. Acesso em: 02 de Abril de 2010.


* Arnaldo José da Luz é mestrando em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná – UFPR;

** Fábio dos Reis Garczarek é mestrando em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná

Extraído de Mundorama


domingo, abril 18, 2010

Mauricio: água do mar para refrigerar centros de dados

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Mauricio usará agua de mar para refrigerar sus centros de datos

Redacción | Martes, 06 Abril, 2010 - 08:17

El gobierno de Mauricio se ha unido al sector privado del país en un novedoso proyecto para aprovechar el agua submarina fría para refrescar los centros de datos en la isla. Actualmente se destinan grandes recursos a electricidad para la refrigeración.


Al anunciar la medida, las autoridades de Mauricio dijeron que el proyecto, que es una alternativa a la refrigeración eléctrica, podría ahorrar bastantes millones a los centros da datos, cada año, en gastos de refrigeración.

El director gerente de la Junta de Inversiones de Mauricio (BOI), Raju Jaddoo, dijo que en caso de aplicarse, esta tecnología podría reducir los costos en más del 50 por ciento para los operadores.

"El Eco-Park de Mauricio se encuentra en el proceso de desarrollar un sistema que utiliza agua de mar en el aire acondicionado para refrigerar los centros de datos. Las corrientes de las aguas profundas más frías traen el agua, que se utiliza en lugar de electricidad para proporcionar el enfriamiento", explicó Jaddoo en una nota remitida a afrol News.

Jaddoo dijo que para atender las principales necesidades del proyecto, se han adquirido 212 hectáreas de espacio y se ha comenzado a desarrollar las pruebas piloto.

"El Eco-Park construirá un sistema de tuberías que se extienden a dos millas mar adentro. El sistema de tuberías se ejecutará aproximadamente a 1.000 metros bajo la superficie del océano para que se pueda aprovechar del agua más fría. Esta agua fría será posteriormente transportada a los complejos centros de datos y utilizada para enfriar estos centros en lugar de la electricidad que consumen los refrigeradores", añadió Jaddoo.

Aunque la inversión es relativamente alta, los estudios han demostrado un ahorro de energía, a largo plazo, de entre el 75 y el 90 por ciento en refrigeración con esta tecnología, que no es una novedad, pero no se ha adoptado hasta ahora en un entorno de centro de datos.

Fonte: Tribuna de Sociedad


quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Processador de alimentos de 100 mil anos

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Processador de alimentos de 100 mil anos

18/12/2009 - Divulgação Científica

Agência FAPESP – Há mais de 100 mil anos o homem já processava grãos e consumia cereais. A conclusão é de um estudo publicado na edição desta sexta-feira (18/12/2009) na revista Science, de autoria de um pesquisador canadense.

Julio Mercader, do Departamento de Arqueologia da Universidade de Calgary, descobriu resíduos de sorgo em ferramentas feitas de pedra em uma caverna em Moçambique. O achado indica a utilização de grãos em um momento em que se achava que os humanos baseavam a agricultura em itens mais facilmente cultiváveis, como frutas.

Trata-se da mais antiga utilização extensiva de cereais na dieta de que se tem notícia. Dezenas de ferramentas de pedra foram encontradas em uma caverna profunda e apontam que o sorgo selvagem, antecessor do principal grão consumido atualmente na África subsaariana em farinhas, pães e bebidas alcoólicas, fazia parte da dispensa dos primeiros Homo sapiens.

O estudo apresenta a primeira evidência direta do uso de cereais pré-domesticados no mundo. “Os resultados expandem a linha do tempo para o uso de sementes de gramíneas pela nossa espécie e são prova de uma dieta ampla e sofisticada em um momento muito anterior ao que se estimava”, disse Mercader.

“Isso ocorreu durante o Paleolítico Médio, em um momento no qual a coleta de grãos selvagens era vista convencionalmente como uma atividade irrelevante e não tão importante como a coleta de raízes ou frutos”, afirmou.

Em 2007, o pesquisador canadense e colegas da Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique, escavaram uma caverna sedimentária próxima ao lago Niassa, que foi usada por indivíduos que coletavam alimentos durante mais de 60 mil anos.

No fundo da caverna os cientistas descobriram as ferramentas feitas de pedra, ao lado de ossos de animais e de resíduos de vegetais, indicando práticas dietéticas pré-históricas. Em seguida, descobriram dezenas de milhares de grãos de amido, indicando que o sorgo selvagem era trazido e processado sistematicamente no local.

“Há hipóteses de que o uso de amido representa um passo fundamental na evolução humana ao melhorar a qualidade da dieta nas savanas e matas africanas, onde as primeiras linhagens humanas evoluíram. Essa nossa descoberta pode ser considerada um dos primeiros exemplos dessa transformação na dieta humana”, disse Mercader.

“A inclusão de cereais em nossa dieta é um passo importante na evolução por causa da complexidade técnica e da manipulação culinária que são exigidas para transformar grãos em artigos para consumo”, destacou.

O artigo Mozambican grass seed consumption during the middle stone age, de Julio Mercader, pode ser lido por assinantes da Science

Fonte: Agencia FAPESP
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terça-feira, julho 07, 2009

Nasce a nova Academia de Letras de Guiné Equatorial

Guinea Ecuatorial

Nace la nueva Academia de las Letras de Guinea Ecuatorial

afrol News, 6 July - La elección de cinco intelectuales ecuatoguineanos como representantes extranjeros en la Real Academia Española de las Letras supone el punto de partida para la creación de la nueva Academia de las Letras de Guinea Ecuatorial.

La elección, el pasado 25 de junio, de cinco intelectuales ecuatoguineanos como representantes extranjeros de la Real Academia Española supone el punto de partida real para el nacimiento de la nueva Academia de las Letras de Guinea Ecuatorial, informaron fuentes del Gobierno de Guinea Ecuatorial en una nota remitida a afrol News. Los cinco nuevo académicos - Julian Bibang Oye, Trinidad Morgadez Besari, Federico Edjo Ovono, Agustin Nse Nfumu y Leandro Mbomio Nsue - serán a su vez los que seleccionen al resto de los componentes de la institución africana, para la cual ya se está buscando sede y ubicación material.

En el proceso de trabajos que se llevan a cabo con este fin, la directora de la nueva Biblioteca Nacional de Guinea Ecuatorial, la escritora Guillermina Mekuy, se ha reunido estos días en Madrid con representantes de la Real Academia Española, entre ellos con su vicedirector, José Antonio Pascual, con el fin de coordinar la colaboración entre ambas instituciones. Por su parte, Pascual también ha viajado a Guinea Ecuatorial para llevar a cabo el proceso de selección de los cinco nuevo académicos.

Por su parte, y como representante de los nuevos académicos escogidos, Leandro Mbomio, presidente del Consejo de Investigaciones Científicas y Tecnológicas (CICTE), resaltó la importancia de esta oportunidad para dar a conocer en el mundo entero la dimensión histórica y cultural actual de su país, y recordó que Guinea Ecuatorial es el único estado de África Subsahariana con habla y cultura española.


La creación de la Academia de las Letras de Guinea Ecuatorial es un proyecto que el Gobierno del país empezó a fraguar ya desde el año 2001 y que comienza a ver la luz en estos días.

En la actualidad, el Gobierno de Guinea Ecuatorial también está impulsando las negociaciones para que el español sea admitido como idioma oficial en la Comunidad Económica y Monetaria de África Central (Cemac).

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